BREVE HISTÓRIA DE GURUPI
O Município de Gurupi se
encontra localizado ao sul do Estado do Tocantins a 245 km de
Palmas, capital do Estado, e a 742 km de Brasília-DF. Fica no
limite divisório de águas dos rios Araguaia e Tocantins, ás
margens da BR-153, no quilômetro 663 no sentido Brasília a
Belém; entre os Paralelos 11 e 12.
Prefeito: João Lisboa da Cruz (PPS)- mandato 2005-2008
Limites e Confrontações:
Norte: Aliança do Tocantins
Sul: Cariri do Tocantins e Sucupira
Oeste: Dueré
Leste: Peixe
População: 75.287 habitantes (2005)
Área:
A área do município de Gurupi é de 1.836 km².
Relevo:
O relevo do município de Gurupi é plano, mais ou menos
ondulado, com altitude de 400m na sede. O solo é fértil,
favorecendo o cultivo e a criação de gado. Apresenta a serra
de Santo Antonio, Taipoca e outras.
Vegetação:
No município de Gurupi há predominância de dois tipos de
vegetação: campos e cerrados e pequenas florestas.
Clima:
O clima é tropical megatérmico. Quente e úmido durante todo
o ano, com período chuvoso entre os meses de Outubro e Abril
e estiagem entre os meses de Maio a Setembro. A temperatura média
anual de Gurupi permanece em torno de 35°.
Flora e fauna:
Há pequenas florestas que fornecem madeiras como jatobá,
peroba, ipê, aroeira, e outras. A fauna se encontra limitada,
mais ainda podem ser vistos animais selvagens como veados,
tatus, macacos, emas e variedade de aves e insetos.
TOPÔNIO
De acordo com o historiador Adauto Cordeiro Cavalcante, no seu
livro "Gurupi", edição UFG, 1968, etimologicamente
Gurupi significa ''diamante puro'', que é originário da língua
Tupi do (língua bela) idioma falado por todos os índios da
América Meridional e constitui-se por dois elementos básicos:
"guru" (diamante) e "pi" (pé, caminho,
base, origem, puro). No entanto, para os tupinólogos
Teodoro Sampaio, Pe. Lemos Barbosa, e Couto de Magalhães, a
sinonímia da palavra Gurupi, é "o rio das roças".
A INSTALAÇÃO DO MUNICÍPIO
A emancipação do município por força da Lei Estadual número
2.140, de 14 de novembro de 1958. O município foi instalado
em 1º de janeiro de 1959, em sessão solene presidida pelo
Juiz de Direito Feliciano Machado Braga, um dos principais
articuladores da luta separatista do então norte de Goiás.
NAS MARCAS DO TEMPO
É impossível falar de Gurupi, sem associá-la à BR-153.
Isso porque a história da cidade está intimamente ligada a
construção da Belém-Brasília, marco do surgimento e
desenvolvimento de muitas outras cidades, ao longo de sua
extensão no antigo Norte goiano.
Dados históricos dão conta, que o fundador de Gurupi,
Benjamim Rodrigues chegou a procurar o engenheiro da rodovia
Bernardo Sayão, em Goiânia, para uma exposição de motivos
de a mesma cortar as férteis terras recém-habitadas pela sua
família, e outros aventureiros.
A instalação definitiva do fundador de Gurupi na região se
deu em 1952, ocasião em que concluiu a picada da rodovia
projetada por Bernardo Sayão, até a estrada que ligava a
cidade de Peixe a Porangatu; fez todo o levantamento da planta
da cidade e construiu o primeiro comércio de Gurupi. A partir
daí a paisagem do agreste foi dando lugar aos barracos de
taipa dos novos moradores de varias outras localidades. A notícia
do primeiro caminhão ao local já denominado de Gurupi é de
setembro do mesmo ano, de propriedade do senhor Buta, que veio
abastecer o comércio de Benjamim Rodrigues. A vocação para
o comércio começou a partir desta data, e em pouco tempo a
notícia se espalhou pelas regiões mais distantes e com isso,
atraiu interesses de moradores de outras localidades, como
Porto Nacional, Peixe, Cristalândia, Dueré e Formoso do
Araguaia.
Em 1954, com a invasão das matas mais próximas ao povoado,
foram lançadas as primeiras raízes para a formação de uma
base agropecuária, destinada a dar vida própria ao local. Até
então os moradores compravam arroz e outros alimentos em
Cristalândia. Neste mesmo ano é rezada a primeira missa,
pelo Bispo Dom Alano, de Porto Nacional e iniciado o alicerce
para construção da primeira igreja, mais tarde denominada de
Matriz de Santo Antônio.
Em poucos anos de povoamento do local, já era visível o
progresso nos ramos da agricultura, pecuária, e a abundante
colheita de cereais transformou o povoado em um pequeno pólo
exportador. Em 1955, por sugestão de um dos pioneiros houve a
votação para escolha do padroeiro da cidade, Santo Antônio
e, iniciado o movimento político no sentido de eleva-lo à
categoria de distrito. No mesmo ano, o Bispo Dom Alano,
auxiliado pelo engenheiro Bernardo Sayão, fundou a escola
Paroquial. Foram iniciados ainda os primeiros serviços médicos,
embora bastante rudimentares, providencias na época, além do
primeiro consultório dentário.
Os próximos anos foram de muito progresso e, graças ao
grande surto imigratório, o povoado passa à posição de
distrito de Porto Nacional, que culmina com a sua emancipação
política e instalação do município de Gurupi, em janeiro
de 1959. Com isso expandem-se as construções, ruas, praças
e avenidas, forçando cada vez mais a aceleração dos serviços
de melhoramento urbano. O primeiro prefeito nomeado de Gurupi
foi Melchiades Barros dos Santos, mais conhecido como
"Doca Barros". Para o cargo de primeiro juiz, foi
nomeado Clemente Luiz de Barros.
No ano seguinte é instalada a Câmara Municipal com a posse
dos vereadores Raimundo de Sousa Camelo(Presidente), Moisés
Avelino Lustosa Brito, Joaquim Gomes de Oliveira (Ozico), João
Manoel dos Santos (João Paraibano), Nelson Dias Fernandes,
Francisco Santana e Antônio Luiz Leitão Brito.
Ainda em1961, foi instalado o primeiro cartório do segundo
oficio e realizada a primeira eleição para escolha do
primeiro Francisco Henrique Santana e Luiz Brito Aguiar para
vice. A partir daí, com o advento de firmas de maior porte,
Gurupi desponta como uma das cidades mais progressistas do
Norte de Goiás e assume o papel de liderança sobre as demais
da região.
OS PREFEITOS DE GURUPI
Nomeados
Melchiades Barros – Administrou em 1959.
João de Souza Brito – Administrou em 1960.
Eleitos
Francisco Henrique de Santana - Esteve na prefeitura de 1961 a
1964.
Luiz Brito Aguiar – Era vice de de Francisco Henrique de
Santana. Com a morte deste assumiu a Prefeitura até 1965.
João Manoel dos Santos – Administrou de 1966 a 1970.
Joaquim Pereira Costa – Foi prefeito pela primeira vez de
1970 a 1973 retornando à Prefeitura em 1978 onde ficou até
1983.
Manoel Ildon de Pina – Administrou Gurupi de 1974 a 1977.
Jacinto Nunes da Silva – de 1983 a 1988.
Adão Ferreira – Era presidente da Câmara de Gurupi quando
Jacinto Nunes da Silva faleceu vítima de acidente automobilístico.
Administrou a Prefeitura de outubro a dezembro de 1988.
João Lisboa da Cruz – 1989 a 1992.
Raimundo Aimar – 1993 – 1996
Tadeu Gonçalves – 1997 – 2000
João Lisboa da Cruz – 2001 – 2004, sendo reeleito para o
mandato
A CIDADE DOS BENJAMINS
A passagem da Coluna Preste, ou os revoltosos, como eram
conhecidos pela região, quebrou o silêncio e apressou o
povoamento do Vale do Leste, e, conseqüentemente, das matas
do Gurupi. Os ribeirinhos ou beradeiros da margem direita do
Tocantins, aterrorizados com a chegada das tropas, fugiram,
atravessando o caudaloso rio e se instalando nas margens
esquerdas do Tocantins. Alguns embrenharam mata adentro, alcançando
a serra do Santo Antônio. Mas não ousaram atravessar a tal
serra, pois do outro lado pairava a ameaça do lendário
Cacique Gurupi, índio destemido e valente, de tribo
desconhecida, que dominava a região.
Entre o medo e o pavor, foram ficando, chefiados por Benjamim
Carvalho de Lima, o Bião, vaqueiro forte e afeito aos gerais,
aventureiro e destemido. Por onde passava, Bião e sua
comitiva iam nomeando rios e riachos.
Encantado com a região resolveu se instalar às margens do
Pouso do Meio, e desenvolver suas atividades agropecuárias.
O FUNDADOR
Outro Benjamim, mais famoso deles, próspero comerciante,
acabou descobrindo o encanto das matas do Gurupi, onde
resolveu instalar seu comércio e trazer a família. Abriu a
golpe de machado estradas que tiraram precariamente o povoado
do isolamento. Para assegurar o povoamento e o
desenvolvimento, passou a distribuir terras.
Esforço recompensado, o povoado foi elevado a distrito em
1956 e emancipado dois anos depois, em 1958, tornando-se
cidade.
Benjamim Rodrigues Nogueira (1900-1985), fundador da cidade de
Gurupi, era um homem de estatura média, olhos castanhos –
claros, pele clara-avermelhada, tostada pelo sol ardente dos
trópicos, alegre, jovial e hospitaleiro. Era filho de José
Rodrigues Nogueira e de Maria Batista Araújo Rodrigues e
nasceu em 30 março de 1900, às margens do rio Tocantins, em
Tocantinia, Estado do Tocantins. Faleceu aos 85 anos na cidade
de Gurupi em 13 de agosto de 1985. Era casado com Eurídice
Rodrigues Brito com quem teve os filhos Moacyr Rodrigues
Brito, Edson Rodrigues Brito, Iraídes Rodrigues Brito, Maria
de Lourdes Rodrigues Brito e Eurivan Rodrigues Brito.
Gurupi cresceu e se beneficiou com o esgotamento das jazidas
cristalinas. Entre o fim da década de 40 e o início dos anos
50, as minas começaram a fechar, e os aventureiros e
garimpeiros colocaram o pé na estrada. Gurupi era o destino
final. Essa demanda populacional foi decisiva para a recém-emancipada
cidade, que ganhou novo impulso com a construção da rodovia
Belém-Brasília, BR-153.
Um empreendedor chamado Moisés Lustosa Brito, rico faisqueiro
dos garimpos de cristais, é tido como promotor do progresso
gurupiense. Abriu estradas, comércios, gerou muitos empregos
e divisas no município. Além desses negócios, montou o Cine
teatro Boa Sorte, o primeiro cinema da cidade, incentivando a
cultura, Moisés Brito foi um homem arrojado, e assegurou um
salto no desenvolvimento de Gurupi.
CINE TEATRO BOA SORTE
Um empreendedor chamado Moises Lustosa Brito, rico faisqueiro
dos garimpos de cristais, é tido como promotor do progresso
gurupiense. Abriu estradas, comércios, gerou muitos empregos
e divisas no município. Além desses negócios, montou o Cine
teatro Boa Sorte, o primeiro cinema da cidade, incentivando a
cultura, Moisés Brito foi um homem arrojado, e assegurou um
salto no desenvolvimento de Gurupi.
ECONOMIA
Um bom roteiro para quem quiser confirmar a boa fase em que
está vivendo a economia do município de Gurupi, cidade
localizada na região Sul de Tocantins e administrada pelo
prefeito João Lisboa da Cruz (PPS), pode ser realizado em
poucas horas. No trevo do Parque Agroindustrial, por exemplo,
existe grande base distribuidora de combustíveis, a
Petrotins. O trecho urbano e suburbano da rodovia BR-153 que
corta a cidade virou um grande canteiro de obras. Vários
empreendimentos se instalaram, como é o caso do Gurupi
Auto Posto Décio, considerado o maior posto de serviços da
região norte do país. Também está sendo construido no
município um confinamento para mais de cem mil cabeças
de gado, bem como, a instalação das empresas Noma
Carrocerias, Distribuidora Coca-Cola, Disbrava Caminhões e
Teti Caminhões, só para citar algumas. Ainda no Parque
Agroindustrial está instalado a Cooperfrigu, que é o segundo
maior frigorífico do Tocantins, exportando carne bovina para
vários países.
MAIS ATRATIVOS
O Parque Agroindustrial de Gurupi (PAIG) também está
recebendo vários benefícios, como a ampliação da rede de
energia elétrica, iluminação pública, pavimentação asfáltica
nos trechos que ainda não receberam esse benefício, bem como
a construção de um Posto Policial. A atenção especial dispensada
ao PAIG pela Prefeitura Gurupi, não visa apenas atrair novos
empreendimentos, mas também, criar mecanismos que facilitem o
desenvolvimento das empresas ali já instaladas. Incentivos
fiscais e a doação de áreas para novos empreendimentos
fazem parte da política de atrativos disponibilizados pela
Prefeitura de Gurupi e que tem chamado a atenção de
empresários de todo o Brasil.
Pólo universitário
Já nas proximidades do Conjunto Residencial Parque das Acácias
está sendo construído o monumental campus da Faculdade Unirg
(embrião da futura Universidade Regional de Gurupi). Hoje
conta hoje com 15 cursos de graduação. Tem ainda a linha de
transmissão da Usina de Peixe, que se encontra em construção.
Saindo de Gurupi, a subestação de Furnas também está em
obras. O aeroporto local recebeu iluminação noturna para
facilitar pousos e decolagens de aeronaves pequenas e de médio
porte à noite.
USINA DE BIODIESEL
Dentro de pouco tempo Gurupi contará com uma usina de biodíesel. Trata-se
da Biotins, cujas obras localizadas às margens da rodovia
BR-153, no perímetro suburbano da cidade, estão adiantadas.
A instalação da usina de biodíesel é mais uma importante
conquista da política de desenvolvimento econômico e social
colocada em prática pelo prefeito João Lisboa da Cruz,
objetivando a geração de emprego e renda no município.
O biodíesel é o combustível alternativo do momento e será
adicionado ao óleo diesel a partir de setembro deste ano por
força de lei. O girassol, a soja, o caroço de algodão, o
sebo e a mamona são as fontes do biodíesel.
"O setor agrícola estará bastante estimulado nos próximos
anos por aqui em função dessa usina, o que vai aquecer ainda
mais a economia do município e atrair outros
investimentos", comemora o prefeito.
CULTURA EM DESTAQUE
A Fundação Cultural de Gurupi está localizada na Avenida
Maranhão, 1507 – Centro – CEP: 77410-020 - Fone: (63)
3312-5767 – Fax: (63) 3315-0000. Funciona no horário das 08
às 12 e das 14 às 18 horas, exceto sábados, domingos e
feriados.
Compõem o Complexo da Fundação Cultural de Gurupi o Centro
Cultural Mauro Cunha, Cine Teatro (em implantação) e a
Biblioteca Pública Municipal Professora Deusina Martins
Ribeiro, com acervo de 10.360 livros. A biblioteca funciona no
horário das 08 às 22 horas, de segunda às sextas-feiras.
No Centro Cultural Mauro Cunha existe um amplo salão para a
realização de feiras, palestras, seminários, conferências,
exposições de fotografias, artesanatos e artes plásticas,
lançamento de livros, apresentações cênicas, de dança e
musicais, dentre outros eventos. O Centro Cultural Mauro Cunha
é o local para onde convergem os principais eventos culturais
de Gurupi. Entre as principais atividades culturais realizadas
naquele local, está o Coral Municipal Uirapuru e a Banda de Música
Ciney Santos Miranda.
MOVIMENTO CULTURAL
Gurupi sempre se destacou pelo movimento cultural, unindo
artistas das mais diferentes vertentes na realização de
eventos culturais.
No campo das letras Gurupi também é destaque. Foi a primeira
cidade do interior tocantinense a fundar, uma academia de
literária. Trata-se da atuante Academia Gurupiense de Letras
(fundada em 30/11/1999), que freqüentemente realiza saraus lítero-musicais,
apóia e incentiva a realização de concursos e eventos literários,
lançamentos de livros, além de incentivar, também o
surgimento de novos talentos no mundo das letras.
A classe artística também está unida em torno da Associação
de Artes de Gurupi, da Associação dos Músicos e
Compositores de Gurupi, e do Clube do Samba. A cidade conta
com um expressivo número de músicos, muitos dos quais, com
CDs gravados e vencedores de festivais de música pelo Brasil
afora.
Nas artes cênicas vários grupos são atuantes, mostrando o
talento e a vitalidade de nossos artísticas com uma produção
teatral vibrante e de qualidade. O mesmo ocorre nas artes plásticas,
no artesanato, na dança de rua e em outras manifestações
culturais.
Zacarias Martins -
Ascom/PMG
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